
Por Tatiana Martins, jornalista na G&M News.
Você chega à empresa em um momento de consolidação do mercado regulado brasileiro. Quais são, na sua avaliação, as principais áreas da operação que precisam estar bem estruturadas para competir de forma sustentável nesse novo cenário?
O mercado regulado exige operações cada vez mais estruturadas. Para mim, os principais pilares são tecnologia e produto, pagamentos, atendimento, CRM, risco e compliance. Mas, acima de tudo, essas áreas precisam trabalhar de forma integrada. Não adianta ter uma boa aquisição se a experiência do jogador não acompanha, ou um bom produto se os pagamentos não funcionam bem. O objetivo é crescer, mas crescer com estrutura e sustentabilidade.
Entre as suas metas está a construção de uma cultura de alta performance. Como pretende transformar esse conceito em práticas concretas dentro da companhia?
Alta performance, para mim, começa com clareza. Cada pessoa precisa saber o que precisa entregar, quais são suas prioridades e como seu trabalho impacta o negócio. Vamos trabalhar com metas claras, indicadores, acompanhamento próximo e, principalmente, responsabilidade pelos resultados. Também quero uma cultura em que as pessoas tenham espaço para propor soluções e resolver problemas. Resultado é importante, mas resultado sustentável vem de pessoas engajadas, processos bem definidos e boas decisões.
Com a competição entre operadores licenciados se intensificando, conquistar e manter o jogador vai além de oferecer um portfólio atrativo. Quais aspectos da experiência do usuário você considera prioritários para diferenciar a BigBet?
Eu acredito que confiança e experiência serão cada vez mais importantes. O jogador precisa encontrar uma plataforma segura, simples de usar, com bons produtos, pagamentos rápidos e confiáveis e um atendimento que realmente resolva seus problemas. Também vejo muito espaço para personalização. Precisamos usar tecnologia, dados e CRM para entender melhor nossos jogadores e construir um relacionamento de longo prazo. Queremos que o jogador escolha a BigBet não apenas hoje, mas continue elegendo a nossa marca amanhã.
A regulamentação trouxe novas exigências para operadores em temas como jogo responsável, compliance, publicidade, pagamentos e proteção do consumidor. Como você vê o equilíbrio entre o cumprimento dessas obrigações e, ao mesmo tempo, a necessidade de ser uma firma eficiente, ágil e lucrativa?
Eu não vejo regulamentação e competitividade como coisas opostas. Compliance, jogo responsável e proteção do consumidor precisam fazer parte da operação desde o início. Quando os processos são bem estruturados e apoiados por tecnologia, é possível ter controle e, ao mesmo tempo, agilidade. Para mim, responsabilidade não é uma barreira para o crescimento. É parte do crescimento.
Olhando para os próximos 12 a 24 meses, quais são as principais prioridades da sua gestão na BigBet e quais indicadores você considera fundamentais para avaliar se a operação está crescendo de maneira saudável no Brasil?
Minha prioridade é construir uma operação eficiente, escalável e preparada para competir no longo prazo. Vamos olhar não apenas para aquisição e faturamento, mas para toda a jornada: custo de aquisição, conversão, depósitos, GGR, retenção, LTV, eficiência de pagamentos, atendimento, risco e compliance. No final, a pergunta é simples: estamos crescendo e criando valor ao mesmo tempo? É esse equilíbrio que vai definir o sucesso da nossa operação.







