
A diferença entre lucro estável e orçamento queimado está na velocidade de uma decisão: pausar uma campanha, mantê-la ou escalar.
Por isso, um lançamento bem-sucedido precisa de método, não de intuição. Cada decisão — do tamanho do orçamento de teste ao momento de escalar — está ligada a um único número, definido antes do primeiro clique.
“Quando os parceiros nos procuram com um novo lançamento, minha primeira pergunta não é sobre criativos. Eu pergunto: qual é o seu custo-alvo por FTD? Sem esse número, não dá para dizer se o teste funcionou ou não.” — Fernanda Figueroa, gerente de afiliados da 1win Partners
Passo 1. Defina o custo-alvo por FTD antes do lançamento
Todos os limites do método partem de um único número: o custo-alvo por FTD (primeiro depósito). Ele marca o ponto de equilíbrio da campanha, e só vale a pena escalar as campanhas que já ficam abaixo dele.
- No modelo CPA, o custo-alvo por FTD precisa ser menor que o payout fixo da oferta.
- No modelo RevShare, a referência é um custo de aquisição de até 30% a 50% do LTV do jogador, validado com coortes históricas e com o prazo de retorno do investimento (payback).
Defina esse número antes do lançamento. Todo o resto depende dele: o orçamento de teste, o gatilho de pausa e o gatilho de escala.
Passo 2. Teste: poucos públicos, abordagens diferentes, orçamento limitado
O objetivo do teste é entender quais segmentos trazem resultado — e avaliar cada campanha pelos próprios números, e não pelo desempenho geral da conta.
Públicos. Comece com dois ou três segmentos amplos: Broad, Lookalike baseado em eventos (se você já tem uma base) e um público amplo com o mínimo de restrições, por exemplo, homens a partir de 25 anos. Em iGaming, a segmentação estreita costuma atrapalhar o algoritmo mais do que ajudar.
Criativos. Prepare de três a cinco abordagens diferentes para cada público: emoção, slots, notícias, lifestyle. Três ângulos realmente diferentes dizem mais do que cinco variações da mesma ideia.
Orçamento. Reserve para cada campanha de duas a cinco vezes o custo-alvo por FTD, conforme o GEO e a fonte de tráfego. Isso basta para captar alguns depósitos.
“No início, você ainda não sabe a que o público vai reagir. É justamente por isso que os criativos de teste devem diferir na ideia, e não apenas na cor ou no texto do botão.” — Fernanda Figueroa
Depois do teste:
- Nenhum FTD dentro do orçamento de teste — pause a campanha.
- Os FTDs começaram a entrar — compare o custo deles com o alvo, priorize as campanhas que ficam abaixo dele e aumente o orçamento até chegar a uma amostra mínima de 15 a 20 FTDs.
Passo 3. Pausar ou escalar: decida por regras, não no olhômetro
Quando pausar uma campanha (com uma amostra de pelo menos 15 ações-alvo):
- O custo por FTD está mais de 30% acima do alvo e não cai.
- A taxa de conversão (CR) fica abaixo do benchmark do GEO em qualquer etapa do funil.
- O ROI fica negativo por dois dias seguidos, sem sinais de melhora.
- Um único criativo consome mais de 80% do orçamento sem nenhuma conversão.
- No RevShare: os jogadores fazem o depósito mínimo e vão embora.
Primeiro o diagnóstico, depois a pausa. O funil é: impressão → clique → entrada no funil → cadastro → depósito. Uma queda no topo geralmente aponta para o criativo. Uma queda mais abaixo pode ser técnica — e um problema técnico pode ser corrigido sem perder uma combinação de criativo e segmento que funciona.
| Tipo de funil | Onde caiu | Causa provável |
|---|---|---|
| App WebView | Clique → instalação ou instalação → cadastro | Criativo saturado; o app perdeu posições na loja ou sofreu shadowban |
| PWA | Clique → abertura ou conversão em cadastro | Domínio em blacklist; alerta de segurança do navegador (“tela vermelha”); a interface quebra em algumas versões personalizadas do Android |
| Funil no Telegram | Clique → inscrição ou inscrição → cadastro | Erros no bot; canal marcado como SCAM; o conteúdo do funil deixou de aquecer o público |
| Link direto / landing page | Clique → cadastro | Domínio bloqueado pelo provedor; um método de pagamento local não está funcionando no produto |
“Uma queda brusca nem sempre significa uma campanha ruim. Antes de pausá-la, confirme com o seu gerente se algo mudou na parte técnica. Às vezes o problema se resolve rápido e a campanha continua dando dinheiro.” — Fernanda Figueroa
Quando escalar:
- O ROI se mantém entre +30% e +50% por dois a três dias.
- O custo por FTD está estável, sem picos bruscos.
- A CR está dentro do normal para aquela fonte de tráfego.
- No RevShare: os redepósitos começam a aparecer já nos primeiros dias.
Como escalar:
- De forma gradual: aumente o orçamento em 15% a 20% a cada 24 horas.
- De forma agressiva: duplique os conjuntos de anúncios vencedores sem alterações e rode-os com um orçamento de 5 a 10 vezes maior que o do teste. Isso se justifica quando a margem é alta e é preciso agir antes que a concorrência descubra essa campanha por meio de ferramentas de spy.
- Por segmentos adjacentes: crie um Lookalike a partir do público mais forte ou rode um teste com abordagem semelhante para ampliar o alcance.
Passo 4. Leve em conta as particularidades da fonte de tráfego
As mesmas regras de escala não funcionam para todas as fontes.
Facebook / Instagram. Os principais riscos são bloqueios de contas e a saturação rápida dos criativos: em média, um criativo converte por três a sete dias. Tenha criativos prontos de reserva e acompanhe a reputação (trust) das contas de anúncio.
Push / Native. Aqui a escala é manual. Use os dados da própria fonte e blacklists/whitelists: aumente os lances nos placements que trazem depósitos e corte os que não trazem. Limite a frequência a uma impressão por usuário a cada 24 horas.
TikTok. Os resultados mudam rápido, por isso o monitoramento precisa ser mais frequente. Vídeos UGC com cara amadora são os que funcionam melhor. Escale duplicando as configurações vencedoras em novas campanhas, em vez de aumentar o orçamento das existentes.
Passo 5. Meça o funil inteiro, não cliques baratos
Acompanhe a CR em cada etapa: clique → instalação → cadastro → depósito. Depois, compare o custo real por FTD com o alvo:
Custo por FTD = Investimento ÷ Número de FTDs
No CPA, calcule a margem de cada campanha separadamente: um resultado positivo na conta pode esconder campanhas no prejuízo.
Margem CPA = (Payout × Número de FTDs) − Investimento
Exemplo. Instalações a US$ 0,50 parecem ótimas. Mas, se só 1 em cada 150 instalações vira depósito, o custo por FTD chega a US$ 75 contra um alvo de US$ 50 — e o lançamento dá prejuízo.
No RevShare, o quadro leva mais tempo para se formar:
- LTV é a receita que o jogador gera durante todo o tempo no produto. É calculado por coortes (jogadores captados na mesma semana). No RevShare, o parceiro recebe uma participação no GGR (receita bruta de jogo) dos jogadores indicados.
- Prazo de payback é o tempo necessário para que a receita de uma coorte cubra o custo de aquisição. Defina o limite com antecedência. Se ele não for atingido, revise a fonte ou a abordagem — mesmo que o custo por FTD tenha parecido bom.
- Sinais iniciais de qualidade na primeira semana: valor do primeiro depósito em relação ao benchmark do GEO, a parcela de jogadores que fazem um segundo depósito em três a sete dias e a atividade depois da primeira sessão.
Um FTD barato no RevShare ainda dá prejuízo se o jogador fizer um único depósito mínimo e for embora.
Onde entra o gerente de afiliados
Na 1win Partners, cada afiliado trabalha com um gerente dedicado, que compartilha experiência e recomendações de lançamento. Os parceiros também têm acesso a criativos prontos, landing pages e pré-landings, além de postbacks personalizados, que permitem ao pixel otimizar com base em dados reais de conversão, e não em sinais do topo do funil.
“Meu trabalho é encurtar o caminho entre o primeiro teste e a primeira campanha lucrativa. Venha com o seu custo-alvo por FTD e a sua fonte de tráfego, e a gente descobre junto o que testar primeiro.” — Fernanda Figueroa
Uma boa campanha é metade do resultado. A outra metade é saber quando escalar.
Afiliados que quiserem colocar esse método em prática podem se cadastrar no site da 1win Partners.







