
Por Leticia Navarro, jornalista da G&M News.
Em que consiste a missão do Instituto Zanotta, principalmente dentro do cenário iGaming?
O Instituto Zanotta atua há mais de duas décadas nas áreas de pesquisa de mercado, inteligência estratégica, educação corporativa e desenvolvimento de negócios. Nossa missão é gerar conhecimento, profissionalização e segurança para os mercados em que atuamos, conectando empresas, investidores, entidades e consumidores por meio de dados, capacitação e consultoria especializada. No segmento de iGaming, acompanhamos a evolução do mercado brasileiro desde 2018, quando a legislação abriu caminho para a operação das apostas esportivas no país. Desde então, auxiliamos dezenas de operadoras nacionais e internacionais em processos de entrada, expansão e consolidação no mercado brasileiro, oferecendo suporte em marketing, CRM, desenvolvimento de negócios, inteligência de mercado, certificações e adequação regulatória. Nosso papel tem sido contribuir para a construção de um ecossistema mais profissional, sustentável e alinhado às melhores práticas internacionais, especialmente neste momento de amadurecimento e regulamentação do setor no Brasil.
Como você avalia o antes e depois da regulamentação das plataformas de apostas e como definiria os perfis dos usuários atualmente, comparado com o anterior ao mercado regulado?
A regulamentação representa um divisor de águas para o mercado brasileiro de apostas. Antes dela, existia um ambiente com pouca previsibilidade, presença de operadoras sem compromisso de longo prazo com o país e uma menor proteção ao consumidor. Com a regulamentação, observamos um aumento significativo da profissionalização do setor. As empresas passaram a investir mais em compliance, jogo responsável, proteção de dados, segurança financeira e relacionamento com os usuários. Isso fortalece a confiança do consumidor e contribui para a sustentabilidade da atividade. Em relação ao perfil dos apostadores, anteriormente predominava um público mais jovem, altamente digitalizado e familiarizado com plataformas internacionais. Hoje, o mercado regulado amplia o alcance para perfis mais diversos, incluindo consumidores que antes tinham receio de utilizar plataformas não regulamentadas. O resultado é uma base mais ampla, mais consciente e mais exigente em relação à experiência oferecida pelas operadoras.
Quais as expectativas de acrescentamento que você estimaria possível com relação ao maior volume de negócios para as bets que está gerando a Copa do Mundo?
A Copa do Mundo tradicionalmente representa o maior evento esportivo para o mercado global de apostas. No caso brasileiro, esta edição é especialmente relevante por ocorrer em um ambiente regulado, com operadoras licenciadas, campanhas estruturadas e maior confiança por parte dos usuários. A expectativa é de crescimento expressivo no volume de apostas, movimentação financeira e aquisição de novos clientes durante o período do torneio. Além do aumento do volume transacional, a Copa tende a funcionar como um grande catalisador para o fortalecimento das marcas, ampliação das bases de CRM e fidelização de usuários. Embora as projeções variem conforme o cenário econômico e competitivo, o consenso entre os especialistas é que a Copa do Mundo deverá representar um dos maiores momentos de geração de negócios da história do mercado regulado brasileiro.
O Instituto participou do G&M Eventos Brasil 2025, em São Paulo. Este ano, no 13 de agosto, teremos mais uma edição, novamente em São Paulo, composto por executivos do setor, operadoras, provedores, entidades e autoridades relevantes do segmento. Qual a importância deste networking justamente num momento em que o Brasil é um foco mundial por empresas vinculadas aos jogos e apostas?
O Brasil vive atualmente um dos momentos mais relevantes da história global da indústria de iGaming. Com a regulamentação em andamento e o tamanho do mercado consumidor brasileiro, o país passou a ocupar posição estratégica no planejamento de operadoras, fornecedores e investidores internacionais. Nesse contexto, encontros como o G&M Eventos Brasil desempenham um papel fundamental. Mais do que oportunidades comerciais, esses encontros promovem troca de conhecimento, aproximação institucional, alinhamento regulatório e compartilhamento de boas práticas entre todos os participantes da cadeia. O networking presencial continua sendo um dos principais motores para o desenvolvimento do setor, pois acelera parcerias, estimula inovação e contribui para a construção de um ambiente de negócios mais sólido e profissional. Em um mercado que passa por rápidas transformações, estar próximo dos principais tomadores de decisão tornou-se um diferencial estratégico para empresas que desejam crescer de forma sustentável no Brasil.







