
Por Tatiana Martins, jornalista na G&M News.
Na sua avaliação, como os investimentos em patrocínios esportivos contribuem para fortalecer a marca e construir relações de longo prazo com torcedores, clubes e demais stakeholders?
Um patrocínio esportivo bem estruturado funciona como uma ponte de confiança: a marca se associa a algo que já tem significado emocional para o torcedor, o que reduz a distância entre “marca comercial” e “parte da experiência”. No caso da Superbet, isso se traduz em três camadas: visibilidade, com presença consistente em pontos de contato relevantes; relevância, com ativações que fazem sentido para o público, e reciprocidade, em que o parceiro clube, atleta ou propriedade também precisa sentir que ganha, não apenas cede espaço. A relação de longo prazo só se sustenta quando esses três pilares seguem alinhados ao longo do tempo, não apenas no momento da assinatura do contrato. É o que vemos em acordos como os do Fluminense, São Paulo, Feira FC e América, além de propriedades como festivais de música e carnaval, nenhum deles pensado apenas como ação pontual.
A Superbet tem investido em diversas ativações de marca. Como a empresa desenvolve experiências capazes de gerar conexão com o público e agregar valor aos seus parceiros?
Cada ativação da Superbet é planejada a partir de um conjunto de elementos que precisam funcionar, como a experiência que o usuário efetivamente vive, a afinidade com o público e com o contexto/evento em questão, e o alinhamento com a nossa própria identidade de marca, que é moderna, tecnológica e disruptiva. Uma ativação só faz sentido para a Superbet quando o cliente sai com uma experiência memorável, como diz nossa campanha atual, “Você Sente Quando é Super”. Ela tem que dialogar genuinamente com o universo daquele público ou propriedade esportiva. Esse alinhamento entre experiência, afinidade e identidade de marca é o que transforma uma ativação pontual em algo que agrega valor real aos parceiros, não gerando apenas visibilidade. Foi assim, por exemplo, nas ativações mais recentes que tivemos no Village Superbet, no Rio de Janeiro, e na Arena Brasileira, apresentado pela Superbet em São Paulo, ambos eventos focados no Mundial de Seleções, misturando futebol, grandes shows e ativações locais.
Gerenciar patrocínios exige acompanhar indicadores de desempenho e retorno sobre o investimento. Quais são os principais critérios utilizados pela empresa para avaliar o sucesso de uma parceria e definir sua continuidade ou expansão?
Avaliamos cada parceria de forma multidimensional, combinando indicadores quantitativos e qualitativos. No eixo quantitativo, olhamos para exposição de mídia gerada, alcance qualificado do público e evolução de indicadores de marca ao longo do contrato. No eixo qualitativo, avaliamos aderência estratégica, se a propriedade fala com o público acertado, no território certo e a qualidade da execução conjunta com o parceiro. Um ponto que consideramos essencial nesse processo é o rigor metodológico. Fazemos distinção clara entre dado auditado, estimativa e leitura qualitativa, para que a decisão de continuidade ou expansão de um contrato seja baseada em evidência sólida, e não em percepção. Essa disciplina de mensuração é, aliás, um dos pilares da forma como estruturamos a área de patrocínios internamente.
A Copa do Mundo de 2026 mobilizou milhões de torcedores e gerou oportunidades importantes para marcas ligadas ao esporte. Como a Superbet aproveitou esse momento para fortalecer sua estratégia de patrocínios, engajar o público e ampliar sua presença no mercado brasileiro? Quais aprendizados esse período trouxe para a empresa?
A Copa gerou uma janela rara de atenção compartilhada no Brasil, e a Superbet aproveitou para expor isso em ativações e com patrocínios, como os que tivemos no Village Superbet (RJ), Arena Brasileira (SP), Super Casa Kwai (EUA), a Coleção Super by Superbet em estilo Brasil Core para o torneio, patrocínio oficial da transmissão da TV Globo e da Rádio Mix, os conteúdos com o nosso embaixador Cafu, além de vários outros influenciadores. Os aprendizados principais são que picos de audiência exigem planejamento de conteúdo e capacidade operacional prontos com antecedência, não tendo espaço pro improviso, e que o “efeito Copa” tende a elevar métricas de awareness de forma correlacionada, mas isso deve ser tratado como hipótese de impacto e não como prova direta de conversão. Isso reforça a importância de olhar indicadores de negócio junto com os de marca.
Na sua visão, quais elementos são indispensáveis para transformar um patrocínio em uma plataforma de geração de valor para a marca, os parceiros e os torcedores?
Na Superbet, fazemos campanhas que seguem uma linha coerente e contínua de ativações, nunca sendo um evento isolado. A marca, o parceiro e o torcedor precisam sair ganhando algo tangível. Sem dados confiáveis e sem distinguir estimativa de dado auditado, não há como saber se a plataforma está funcionando ou só parecendo funcionar. Temos que ter papéis bem definidos entre marca e parceiro, evitando assim atrito de execução, que mina a experiência final.








